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Tendência de crescimento na produção de pintos de corte

    Estimulada pela recuperação das exportações de carne de frango, a produção de pintos de corte volta a crescer. À primeira vista, porém, em ritmo mais veloz que o recomendado pelo mercado – que sinaliza vendas externas melhores que as do final de 2008, mas até aqui não dá sinais mais consistentes de expansão interna.

    A questão não está relacionada à produção de março que, segundo informações preliminares, se manteve dentro dos parâmetros anunciados há pouco mais de um mês e ficou em cerca de 425-428 milhões de pintos de corte. Embora quase 5% maior que o de fevereiro passado, esse volume significa redução de mais de 3% sobre os 441 milhões de março de 2008, correspondendo também ao quarto mês consecutivo em que a produção é negativa em comparação a idêntico mês do ano anterior. Além disso, os números de março são superiores aos de fevereiro apenas em termos nominais, porquanto considerado o mês mais longo (31 dias), a produção real de março foi 3% menor.

    A preocupação, assim, se volta para a produção de abril corrente que, de acordo com as primeiras previsões divulgadas, pode se aproximar dos 460 milhões de pintos de corte, volume que configura aumento de quase 8% sobre a produção apontada para março. Não só isso, porém: há um ano, em abril de 2008, foi registrada a menor produção real do ano passado, 429 milhões de pintos de corte. Dessa forma, pela primeira vez desde dezembro de 2008, a produção tende a apresentar resultado positivo em relação ao mesmo mês do ano anterior. Por fim, considerado o mês mais curto (30 dias), a produção real apontada, se confirmada, será quase 12% maior que a de março.

    É verdade que esse volume só estará no mercado, como frango, no final do primeiro semestre, ou seja, já dentro da entressafra da carne. Também é verdade – conforme informações iniciais – que o aumento está concentrado, sobretudo, em empresas exportadoras – o que sugere que elas estão vislumbrando retomada de mercado mais à frente. De toda forma, a expansão prevista precisa ser encarada com muita atenção por todo o setor para que não se perca o que vem sendo construído.



Fonte: www.avisite.com.br



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